Aviso do Raposo

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Raposo, o Idoso Odioso. (Viagem dos Sonhos - Essa viagem promete)

Capítulo 01 - Ano II
Raposo, o Idoso Odioso.
(Viagem dos Sonhos - Essa viagem promete)


Então, Raposo, enfim, conseguiu.
Guardou todos os trocados que gastaria com as passagens de ônibus, metrôs e afins, se não tivesse usado o seu bendito Cartão de Idoso.
Deixou de dar a gorjeta em qualquer estabelecimento que fosse.

"Que gorjeta o que rapaz, você já ganha pra trabalhar e eu tenho que pagar pra comer, sai fora, malandro."

Parou de dar esmola nas ruas.

"Tio, me dá um trocado aí?"
"Sai pra lá moleque, vê se tenho cara de tio de marmanjo sujo e cabeludo."

Diminuiu as idas ao jogo do bicho, afinal, parar de vez não dá, vai que naquele dia dá nove, a Cobra que ele ia jogar porque sonhou com sua sogra.

Parou de ir ao shopping, porque se fosse, não ia se segurar, ninguém é de ferro, e cada vez que passava na porta da Toulon, lá ia uma bermuda, uma camisetinha e uma cueca pra combinar. (acho que Raposo era o último cliente da Toulon...afinal, a Pier fechou.)

Era agora a tão esperada hora de fazer a surpresa a Matilda, 2 passagens para 25 dias se esbaldando na "Zoropa", eita Raposo, hoje tem!!!

"Querida, olha o que trouxe pra você hoje."

"Já sei, chuchuzinho, a cenoura e o quiabo que pedi para comprar na feira. Ah, e o chuchu também."

Putzgrila, isso Raposo esqueceu, sabia que tinha amarrado dois barbantes um em cada dedo indicador para se lembrar de alguma coisa, mas...esqueceu.
Definitivamente Mnemósine, a Deusa Grega da Memória não gostava mesmo dele... mas em compensação sabia que limparia a barra com a notícia da viagem.

"Amorzinho, coisa linda do meu coração.."

"Nem vem, Raposo Von Shultzer da Silva."

Aí meu Deus, chamou ele pelo nome todo, sinal que tá p.. da vida.

"Calma, gatinha, só tô querendo justificar que foi por uma boa causa, tenho uma surpresa joinha procê."

"Desembucha de uma vez e corre na feira que tenho que fazer o almoço."

"Minha princesa, olha só pra onde vou te levar semana que vem."

Num microssegundo o que era cinza tornou-se azul, o que era música Funk virou poesia de Chico Buarque e principalmente, o dragão em forma de gente transformou-se na mais bela fada.

"Raposinho, meu amadinho, não tô acreditando que nós vamos, enfim, conhecer Paris. Você é a coisa mais fofa desse mundo...depois do Brad Pitti é claro."

Isso aí, rapaz, se desse para dar uma passagenzinha dessa por mês para a patroa, você tava feito, era Só Love, Só Love.
Mas que dureza, haja bolso gordo.

Que chuchu que nada, que cenoura aonde, foi só o tempo de desligar a água no fogão e tchibum pro quarto... Só Love, Só Love...
Foi tudo uma brasa, mora?

Anda Raposo, pega a mala, joga a camisa na mala, sapato na mala, meia na mala, camisa nova da Toulon na mala, cueca nova na mala, tira o Jean Claude da mala, fecha a mala, ops...E o Jean Claude, ai meu Deus, quem vai ficar com ele?
Antes de pensar em se benzer ou qualquer outro amuleto, mandinga, feitiço que fosse, veio aquele nome dos Quinto no ouvido de Raposo.

"A Mamãe! Isso é um trabalho pra D. Candoca, vou ligar pra ela agora."

Aff! Mas, pelo menos era por uma boa causa, alguém precisava cuidar do JC, mesmo que fosse a Bruxa má...
Agora difícil seria fazer JC entender que eles iriam embora, mas que iriam voltar.
A cara de maus amigos e o mau humor imperante que só gato contrariado sabe fazer era de cortar o coração de Raposo.
Sabia que quando voltassem da viagem seriam dias e dias de focinho virado, de não te conheço e não ronrono nem a pau pra você, até JC esquecer e fazer as pazes com ele.
Mas no fim sempre ficavam amigos novamente.

"Rapoooosooo, você já chamou o táxi? Já Fechou a mala? Cadê o passaporte? Imprimiu o checkin? Pegou minha aspirina? Botou comida pro JC? Cancelou o Jornal? Anda Raposo, deixa de ser mole vamos perder o voo."

"Calma, querida, ainda tô tentando responder  que o táxi já tá aí e vc já perdeu até o voo? Ah, mulheres..."

"Motorista, toca pro Paraíso."

"Paraíso doutor, com esse trânsito só se eu fosse mesmo um anjo e batesse as asas, num tá vendo que nada anda hoje?"

Bem, contando que o voo era às 16:00h, que eles precisavam chegar no aeroporto às 14:00h e que ainda eram 9:00h da manhã, Raposo ficou tranquilo, iria dar tempo e depois, nada iria atrapalhar seu começo maravilhoso de viagem, até que lá no fundo ouviu algo bem familiar saindo do rádio do taxista...

" ...a saudade é que nem maré, a saudade é que nem maré..."

"Motorista aumenta o som que eu amo o Vercillo."

"Matilda, pelamordeDeus, assim não aguento e me afogo nesse mau gosto antes mesmo de chegar ao aeroporto, motorista, Pink Floyd por favor, ou então desliga antes que tenha um infarto."

Então, depois de  14 quadras, trocentosmil carros, 5 estações de rádio, infinitas buzinas e repetidos sinais vermelhos,  enfim, às 12:55h chegam no embarque do Santos Dummont.

"Acorda Raposo, paga o moço e pega as malas que chegamos no Santos Dummont."

"Santos Dummont??? Quem falou que é no Santos Dummont, nosso voo é no Tom Jobim, Matilda, você não avisou a  essa mula?????

"Õ Dotô, o sr. falou aeroporto, achei que era esse, o senhor tem cara de que só viaja de ponte aérea, aí pensei...."

"Me segura Matilda, senão acabo com esse bigode e essa cara de mula desse boçal, e nós vamos para o Aeroporto Internacional, fique o senhor sabendo, vamos para a Europa, seu asno. Toca correndo pra lá. Embarque Internacional."

"Calma Raposo, calma, vai dar tempo, desculpe moço ele é um pouco agitado, corre pro Galeão, por favor."

14:59h chegam enfim, ao Galeão, sorte Matilda já ter feito o checkin, foi só despachar a mala e pronto, hora de passar pelo detector de metais.

Pipipipipiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Matilda tira as pulseiras(umas 20) e o relógio.
Pipipipipiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Matilda tiras os brincos e os anéis (8 em cada mão).
Pipipipipiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Matilda tira o cinto de 3 voltas e 15 penduricalhos.
Pipipipipiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Matilda tira as botas cheias de medalinhas ciganas.
Ufaa, passou.

"Matilda, será que toda vez que tem que viajar de avião você precisa se enfeitar mais do que uma árvore de Natal?"

"Senhor, o senhor está muito nervoso, por gentileza dirija-se a mesa ao lado e abra sua mala para darmos uma olhada."

"Ai meu saco!"

"Para de reclamar Raposo e faz o que o rapaz tá pedindo, antes que seja preso."

"Senhor esta bolsinha com tesoura, barbeador, pente e pinça não pode levar à bordo, teremos que colocar no cofre do piloto."

"Raposo, para que levar esta joça? Você por acaso virou cabeleireiro?"

"Mister Coiffer, ao chegar ao solo o senhor retire seus pertences com o piloto e bom trabalho."

"Que trabalho o cacete, não sou cabeleireiro coisa nenhuma, tá me estranhando é? Pensa que sou frutinha?"

Atenção Voo TAP 6924 embarque dentro de 10min no portão 01/A.

"Onde fica esta droga de portão?"

"Lá embaixo Raposo e vê se para de resmungar."

"É porque hoje tá dando tudo errado, olha só o número do nosso voo, mais coisa de boiola impossível. 69 24, aff"

Desce a escada rolante, estaciona o carrinho, toma um cafézinho, um pipi, senta pra descansar e...

Atenção Voo TAP 6924, a aeronave já encontra-se no solo, porém por motivos de manobra o embarque foi transferido para o portão 45/Z, embarque imediato.

"Só pode ser sacanagem, esse portão é lá em cima exatamente onde estávamos antes, corre Matilda."

Escada rolante novamente, ops...parou, sobe na perna mesmo, carrega a bolsa nas costas, corre, corre, entorna o café, e pronto...olha o tamanho da fila.

"Eu queria muito saber para que esse povo entra na fila se o lugar é marcado... Vem Matilda, porque temos prioridade, somos idosos."

"Com licença, licença, licença, sai da frente moleque, aí minha canela mau educado, licença, desculpe madame, pisei sem querer, licença, dá pra tirar a bolsa da frente? Licença, boa tarde aeromoça, aqui está, cadeiras 22E e 23E."

"O lugar do senhor é este a minha direita e o da Senhora este a minha esquerda."

"Opa, peraí, eu comprei dois lugares lado a lado, não vou sentar longe de minha mulher de jeito nenhum."

"As poltronas, senhor,  são divididas em filas pares e ímpares, logo cada um está em uma fila, sinto muito.

"Pode deixar, vovô, eu troco de lugar com o senhor para poder ficar na janela."

"Vovô é o cacet...."

"Obrigada rapaz, Raposo, cala a boca e senta."

Agora sim, sentado ao lado de sua rainha, fone no ouvido, filmezinho em HD, ar condicionado delirante e rumo a Europa, o que mais você quer Raposo?

Senhores passageiros, bem vindos a bordo, até Lisboa teremos um voo de 12 horas, num altitude de  aproximadamente blábláblá e mais blábláblá, e dentro de alguns minutos serviremos o nosso jantar, obrigada por voar com a TAP.

Isso aí, sem comer nada, só cafezinho desde que saiu de casa agora era a hora de Raposo tirar o pé da lama.

"Senhor" (sotaque forte de português) O senhor gostaria de jantar?"

"Mais é claro ô gajo." (sotaque de carioca imitando português)

"O senhor gostaria de Lagosta ou nhoque?

"Nhoque com certeza"

"Sinto muito, senhor, o nhoque acabou."

Só podia ser sacanagem, ou ele estava dentro de uma verdadeira piada de português.

"Ô rapazinho, se você ofereceu como pode dizer que não tem mais? Eu quero nhoque, pois não suporto Lagosta."

"Sinto muitíssimo senhor, mas o senhor teria que nos avisar que queria uma comida especial já que não come Lagosta."

"Especial é essa tal de Lagosta, porque é tão especial que ninguém quis e só comeram o nhoque, tanto que acabou, ai meu saco."

"O senhor tem certeza que não quer comer nada, nem deixar a Lagosta aí a sua frente pra ficar olhando?"

"Só se for para levar um lero, com ela, saber como anda o tempo, se o fundo do mar tá pra peixe, etc, porque eu já falei que eu NÃO GOSTO DE LAGOSTA.  Vamos lá, vocês tem Coca Cola?"

"Temos, sim senhor."

Fim do filme, fim do jantar e fim da paciência do Raposo.

"Ô Rapazinho, eu já perguntei a você há mais de 2 horas atrás se vocês tem Coca-Cola, por que você ainda não me trouxe?

"Não sabia que querias, só perguntastes se tinha, ter nós temos, o senhor quer que lhe traga uma?"

Ai minha carapixola, ainda nem chegamos em terras lusitanas e Raposo já se vê dentro da própria piada de português e pior, sendo o protagonista.
Segura essa, Ó Pá!!!
Essa viagem promete...
Óra Pois                                          

                                                                                                            2014.09.22

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CAPÍTULO 1 - Primeiro dia dos 65

Raposo, o Idoso Odioso(Primeiro dia dos 65)

Raposo era um cara comum, brasileiro, carioca, descolado, arquiteto, surfista e com um humor ímpar.
Viveu sessenta e quatro anos, trezentos e sessenta e cinco dias e sessenta minutos querendo que esse dia chegasse, e chegou.
Chegou enfim, seu sexagésimo quinto aniversário.
Que beleza!
Não que ele gostasse de ser idoso, muito menos de ser chamado de idoso.
Seus cabelos soltos, castanhos claros, onde os fios brancos pareciam brilhos do sol, pele queimada das inúmeras horas nas areias do Recreio e suas roupas de surfista recém saído do seriado Magnum não somava esta quantia.
Hoje era o dia, que felicidade radiante completar os sessenta e cinco anos e ser um idoso com passe livre em qualquer lugar.
Nunca mais pagar ônibus, meia no cinema, meia no teatro, meia no show do Kiss, meia em qualquer lugar.
Fila de banco então, nunca mais.Agora era sua vez, em vez de ficar horas dentro da agência do banco se sentindo o próprio Barrichello sendo ultrapassado por todas vovós e vovôs que resolveram furar a sua fila, ele agora seria o Schumacher, iria pra Pole Position.
Passou a ir ao banco todo dia só pra sentir o prazer de ouvir os sussurros entre dentes dos abestados na fila:
“Olha a cara de pau desse cara, ele não tem 65 anos nem aqui nem na China!
Como fazia bem pro seu ego.
Sentia-se um garotão.
Era um garotão.
Raposo tinha um gato, o Jean Claude.
“Me perdoa Raposo, mas isso é nome de gato afrescalhado”.
“Então chame pelo sobrenome; Van Dame”.
Ele era assim, curto e grosso.
Jean Claude se achava um cachorro, foi criado como tal.
Vai agora botar na sua cabecinha felina que ele não o é.
Bom, mas Jean Claude é outra estória, depois eu conto.Hoje Raposo saiu de casa pra curtir sua liberdade cronológica.
Pegou um ônibus, não importa pra onde, não pagou a passagem mesmo.
Já valeu.
Entrou pela porta normalmente, mostrou sua carteira e pimba, passou, que maravilha!
Sentou, ao lado de um par de coxas deslumbrantes, pensou; “Hora de rolar aquele papo mole”.
“E ai gatinha, indo pra onde? Pra praia?”
“Não vovô, tô indo pro Hospital, trabalho lá, quer que eu acompanhe o senhor até lá?”
“Que isso gata, sou inteirão, jogo vôlei com a tchurma na praia todo dia, morou?”
“Ah, o Senhor me desculpe, mas vi sua carteirinha achei que o senhor estava indo pra fila do Posto de Saúde.”
É, Raposo, tudo tem seu preço, mas tudo bem, pelo menos não pagou o ônibus.
Mas adiante, o ônibus começa a lotar, uma velhinha se equilibrando com sua bengala, apóia logo aonde?
No Tênis Nike branco, novo do Raposo.
”Caramba acabei de comprar, que m...
”Olha com aqueles olhinhos amarelos e sorriso de quem-quer-sentar-no-seu-lugar.
Tudo bem, Raposo se levanta, afinal ele é um garotão educado, acabara de explicar a gata ao lado.
“Pode-se sentar aqui madame.
A idade é relativa e tudo tem seu preço.
Lá vai ele, em pé, balançando, sacudindo, escorregando, mas pra onde está indo mesmo?
Sabe lá, pegou o primeiro ônibus que viu pela frente com o entusiasmo de ser o primeiro de graça.
“Caramba, CENTRAL, tá escrito na plaquinha, por isso o negócio tava tão cheio, mas o que vou fazer na CENTRAL? Saco!”
“Bem agora já tô, fico.”
Saltou no ponto final, ou melhor ‘foi saltado’, nem que quisesse conseguiria ficar ali dentro.
Como cabe tanta gente num treco desse a essa hora ainda não sabe.
Parou numa loja de bugigangas, e pronto, estacionou uma vendedora no milésimo de minuto seguinte.
Posso ajudar o Senhor em alguma coisa?”
“Pode minha filha, vai lá em casa e pega meu óculos, pra eu poder ver o preço dessa droga aqui.”
“Agora chispa, se eu quiser algo eu chamo”.
Tem coisa mais chata que entrar na loja e chegar junto logo uma vendedora?
Raposo detestava isso.
Na falta do que fazer no Centro da Cidade, comprou uma escova de dente e foi embora.
Atravessou a rua pra pegar o ônibus de volta e pensou:
“Eu num pago mesmo, vou voltar de frescão.”
Voltou.
Pegou uma gripe desgraçada.
Afinal bermuda e camiseta, naquele frigorífico só com gripe mesmo.
Melhor ir pra casa, tomar umas vitaminas C e cama.
Ver um filmezinho depois da novela e pronto.
Chegou.
Abriu a porta.
E click, cadê a luz?
“Droga”
Hoje não era o dia do Raposo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

CURTAS DO RAPOSO

SE EU COMO MUITO EU MORRO, SE EU BEBO MUITO EU MORRO, PREFIRO MORRER DE BARRIGA CHEIA.

terça-feira, 1 de junho de 2010

CURTAS DO RAPOSO

SE TRABALHAR É BOM E DIGNIFICA O HOMEM, EU PREFIRO DEIXAR PARA OS QUE ESTÃO PRECISANDO MAIS DO QUE EU, JÁ SOU DIGNÍSSIMO.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

CURTAS DO RAPOSO

UM PASSAGEIRO QUE VOA A 1000Km/h, A 900 PÉS DE ALTITUDE, ABAIXO DE 50°C LÁ FORA E COMENDO BARRINHA DE CEREAIS, AINDA RECLAMA DA SEGURANÇA NOS AEROPORTOS???

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CURTAS DO RAPOSO

SABEM QUAL O SONHO FEMININO ATUAL???
UM DESLUMBRANTE VESTIDO TOMARA-QUE-CAIA, UMA CALCINHA TOMARA-QUE-TIREM E UM SUTIÃ TOMARA-QUE-SUSTENTE!!!
E...CONSIDERANDO O VOLUME DE VIADOS QUE TEM NESTE PAÍS:
UM HOME QUE-TOMARA-QUE-QUEIRA

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lançamento do Livro RAPOSO O IDOSO ODIOSO

Foi um sucesso o Lançamento do livro, agradeço a todos a honra de tê-los comigo nesta noite e garanto que EM BREVE teremos NOVAS AVENTURAS.
BJS RAPOSO
video
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